O dólar abriu em alta de 0,36% nesta sexta-feira (18), cotado a R$ 5,2486. Pouco depois, já subia 0,66%, a R$ 5,2653. A valorização do dólar ocorre também frente a outras moedas emergentes.PUBLICIDADE
Ontem (17), a divisa norte-americana encerrou em leve queda de 0,13% a R$ 5,2314.
Na semana, a moeda somou alta de 0,85%.
Veja o comportamento do dólar em setembro:
Cenário
Os mercados operaram sem direção definida nesta sexta-feira (18). Os números em relação ao Covid-19 deram o tom aos negócios.
As incertezas sobre a economia global, com indicativos de uma segunda onda da Covid na Europa, que pode se estender para o resto do mundo e tornar ainda mais lenta a recuperação nos EUA, derrubaram hoje os mercados, contagiando os ativos domésticos.
A Organização Mundial de Saúde alertou para uma “situação muito grave” surgindo na Europa. Segundo o diretor da OMS na Europa, Hans Kluge, a transmissão do coronavírus em setembro está mais rápida que no início da pandemia.
As bolsas em NY entraram em novo sell-off, enquanto o dólar se enfraquecia ante seus pares, mas ganhava força frente aos emergentes, que viram suas moedas se desvalorizarem em peso.
Fatores externos
Além do sentimento de aversão no exterior, o dólar reage aos fatores internos, que incluem os riscos fiscais, as pressões inflacionárias, incertezas sobre a recuperação da economia e, mais recentemente, o desgaste da política econômica e do ministro Paulo Guedes.
Ontem as empresas de tecnologia listadas na bolsa Nasdaq tiveram mais um dia de queda. O índice caiu 1,27%, enquanto Dow Jones recuou 0,47% e o índice S&P 500 teve -0,84%.
Hoje, em Nova York, Dow Jones recuou 0,88% (a 27.657,42 pontos); S&P 500 caiu 1,12% (3.319,47). E Nasdaq teve perdas de 1,07% (10.793,28 pontos).
No Brasil, a Ibovespa fechou em queda de 1,81%, a 98.289,71 pontos.
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), que ajusta os aluguéis, subiu para 4,57% na segunda prévia de setembro.
Na primeira prévia, a alta foi de 4,41%. Em julho, a leitura foi de 2,34%. Com o resultado, a taxa acumulada em 12 meses passou de 12,58% para 18,20%.
Fonte: Eu Quero Investir











