Estúdio de arquitetura propõe «casa pré-nupcial», que se separa como parte do divórcio
Concepção artística da «casa pré-nupcial»

ESTUDIO OBA

A «casa» pré-nupcial conta também com uma versão flutuante
Um estúdio holandês de arquitetutra criou o que pode ser a solução para disputas de divórcio ou mesmo uma resposta para a necessidade de mais espaço quando a família aumenta: uma «casa pré-nupcial», que tem a capacidade de se dividir e de receber mais módulos.
A ideia é da firma OBA, com sede em Amsterdã. O fundador do estúdio, Vincent Ringoir, de 23 anos, disse à BBC Mundo (o serviço em espanhol da BBC) que a inspiração veio do famoso jogo de computador Tetris – aquele em que usuários precisam encaixar peças de formatos diferentes que caem do alto da tela.
Ringoir explica que a casa é composta por duas unidades que ocupam um total de 108 metros quadrados e que, quando alguém quiser separá-las, há a possibilidade de instalar de forma «fácil, rápida e barata» outro quarto e outra cozinha à unidade que ficar desprovida.
Vincent RingoirImage copyrightESTUDIO OBA
Image caption
Vincent Ringoir disse que interesse por projeto está crescendo
O mesmo se dá com o banheiro.
A ideia original foi de Omar Kibri, um profissional de relações-públicas amigo de Ringoir e que trouxe ao estúdio a proposta de comprar uma casa com a namorada e ter a possibilidade de dividi-la.
«Foi aí que desenvolvemos o desenho da que pode se partir em duas», explica Ringoir.
Mas a «casa pré-nupcial» virá também em versão flutuante, algo que pode ser bastante útil para a Holanda, não apenas por causa da grande quantidade de habitações flutuantes em seus canais, mas pelo fato de ser um país em que a taxa anual de divórcios para casamentos è de 43%.
No caso das habitações flutuantes, cada unidade acabará flutuando por sua conta em caso de separação.
Planos digitales de la casa prenupcial.Image copyrightESTUDIO OBA
Image caption
A casa é formada por blocos como o do jogo «Tetris».

Para que flutue, a casa será construída em fibra de carbono e madeira.
Mas o maior desafio, segundo Ringoit, é que ela pareça como uma unidade de identidade visual própria quando conectada e que mantenha a estética individual quando separada.
A ideia é que a produção tenha início em fevereiro do ano que vem.
Ringoir não confirmou o preço, mas assegurou que a casa «não será cara».
Fonte: BBC Brasil