Jogar videogame passa a ser visto como um problema quando o hábito afeta de forma significativa as relações do jogador com outras áreas sociais.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) oficializou o chamado “distúrbio de games” como sendo uma doença. A decisão final veio após a publicação da versão atualizada da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, conhecida como CID-11, em janeiro deste ano.
No documento, o vício em jogos é caracterizado como um padrão de comportamento que causa perda de controle sobre o tempo em games em comparação a outras atividades importantes. Além disso, a CID-11 também mostra quais as consequências negativas de se passar muitas horas frente à tela.
No geral, jogar videogame passa a ser visto como um problema quando o hábito afeta de forma significativa as áreas familiares, pessoais, educacionais, ocupacionais e sociais da pessoa no decorrer de 12 meses.
Quem está mais vulnerável a essa condição?
O perfil de quem possui dependência em jogos eletrônicos costuma ser de pessoas do sexo masculino e classe média. Além disso, pessoas que possuem doenças mentais prévias, a exemplo a depressão, também contam com maiores chances de desenvolver o vício.
O cidadão que passa por problemas familiares e possui baixa autoestima também passam a se beneficiar de coisas oferecidas pelo mundo virtual, e acabam se esquecendo da realidade, sem contar a sensação de bem-estar liberada na dopamina pelo cérebro a cada segundo jogando.
O tratamento para o vício em jogos eletrônicos é realizado de forma parecida com a de outros transtornos. Utiliza-se tratamento de psicoterapia, podendo haver a indicação de medicamentos em certos casos.
Lembrando que o intuito da designação da doença pela OMS não é o de estigmatizar ou fazer com que os games sejam proibidos, mas contribuir para que o número de diagnósticos sejam ampliados, bem como os diferentes tipos de ajuda para esse problema.
