País que volta gradualmente às atividades tem onda de protestos pedindo fim do isolamento; a Espanha foi um dos países mais afetados pela Covid-19 na Europa.
Por G1
O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez preside encontro do Comitê Técnico de Gerenciamento do Coronavírus, em Madri, foto de arquivo — Foto: Borja Puig de la Bellacasa/La Moncloa/AFP
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, disse neste sábado (23) que a Espanha vai reabrir suas fronteiras internacionais para turistas a partir de julho. A Espanha começou a aliviar gradualmente um dos mais rigorosos isolamentos da Europa no início deste mês.
Na sexta-feira (22), o governo informou que isolamento imposto por causa do coronavírus será flexibilizado na capital Madri, e na segunda cidade mais importante do país, Barcelona, a partir de segunda-feira, permitindo refeições ao ar livre e reuniões de até 10 pessoas, conforme diminuem os casos de infecções.
Em outras regiões, que representam cerca de metade da população da Espanha, as medidas para relaxar o isolamento serão ainda maiores, segundo o governo.
Carreatas pelo fim do isolamento
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/P/S/rrnS4qSY6qKm0lmpT3Lg/2020-05-23t132708z-1004977445-rc2dug9y0344-rtrmadp-3-health-coronavirus-spain-protest.jpg)
Carreata no centro de Madri pede o fim do isolamento social por conta do coronavírus, o país foi um dos mais afetados pela pandemia na Europa — Foto: Jon Nazca/Reuters
Manifestantes do partido de extrema-direita espanhol Vox se manifestaram neste sábado na capital contra a forma que a crise do coronavírus foi levada pelo governo de Sánchez. Carros e motos com bandeiras da Espanha circularam pelas principais avenidas do centro de Madri.
O protesto foi convocado pelo partido em cerca de 50 cidades e aconteceram simultaneamente também em Barcelona, Sevilha, Málaga, Valência e Bilbao, entre outras. A maioria dos participantes usava máscaras.
“O governo foi incapaz de proteger seu povo, os mais velhos e os funcionários dos hospitais”, disse o líder de direita, Santiago Abascal. Ele acusou o executivo de “encarnar a ameaça pela liberdade da Espanha” e pediu aos espanhóis que continuassem a sair às ruas para exigir sua demissão.
Reabertura gradual
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2020/e/R/HEV6xbQoqAIfOEqSSQ9g/2020-05-22t112617z-1362538794-rc2ntg9dkoep-rtrmadp-3-health-coronavirus-spain.jpg)
Homem usando máscara limpa mesas em restaurante em Madri, na Espanha, na sexta-feira (22) — Foto: Reuters/Susana Vera
O número de mortos durante na Espanha pelo novo coronavírus aumentou em 48 neste sábado, para um total de 28.678, informou o Ministério da Saúde. O número de casos diagnosticados aumentou para 235.290, de 234.824 casos no dia anterior, acrescentou o ministério.
Na sexta, o ministro da Saúde, Salvador Illa, pediu aos cidadãos que ajam com responsabilidade: “Cada passo que damos precisa ser seguro”.
Bares e restaurantes em Madri e Barcelona poderão reabrir a partir de segunda-feira em calçadas e terraços com metade da capacidade. As igrejas também podem reabrir e as pessoas estarão livres para viajar por sua própria província. G1