Paes já tinha afirmado que analisaria o cenário epidemiológico e que tomaria uma decisão sobre a manutenção ou não da festa até o dia 15

«Tomo a decisão com tristeza, mas não temos como organizar a celebração sem a garantia de todas as autoridades sanitárias», disse ele, em post no Twitter.

«Respeitamos a ciência. Como são opiniões divergentes entre comitês científicos, vamos sempre ficar com a mais restritiva. O comitê da prefeitura diz que pode. O do estado diz que não», justificou.

A algumas semanas do Réveillon, a festa ainda não tinha patrocínio formal. Segundo a Riotur, órgão municipal responsável pelo evento, as empresas esperavam uma decisão da prefeitura para confirmar a verba.

Paes já tinha afirmado que analisaria o cenário epidemiológico e que tomaria uma decisão sobre a manutenção ou não da festa até o dia 15.
O anúncio deste sábado acontece depois de outras cidades cancelarem as celebrações diante do avanço da variante ômicron pelo país.

No Rio, Niterói e Campos dos Goytacazes já anunciaram que não terão eventos públicos na virada do ano.

Na última segunda (29), o prefeito de Salvador Bruno Reis (DEM) também decidiu não realizar a queima de fogos na cidade. Na ocasião, ele citou, além do surgimento da variante ômicron, o aumento de casos que atinge o continente europeu nas últimas semanas.

«Sei da importância do evento para economia da nossa cidade, mas seguimos colocando a vida das pessoas em primeiro lugar», escreveu Reis nas redes sociais.

Florianópolis e Belo Horizonte já haviam tomado decisão semelhante. Em Santos, no litoral paulista, também não haverá festa de Réveillon.
«Espero poder estar em Copacabana abraçando a todos na passagem de 22 para 23. Vai fazer falta, mas o importante é que sigamos vacinando e salvando vidas», afirmou Paes.