El Niño ganha força e aumenta o risco de chuva intensa no Sul. Veja as regiões mais afetadas e o que explica a previsão

Os primeiros efeitos do fortalecimento do El Niño já começaram a aparecer no Sul do Brasil. A previsão indica vários dias de chuva forte entre o fim de junho e o início de julho.

O cenário preocupa porque algumas áreas podem registrar, em poucos dias, um volume de precipitação equivalente ao dobro ou até ao triplo da média histórica de todo o mês de julho, segundo a Climatempo.

Chuva intensa exige atenção nos três estados

Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná entram em uma semana de atenção. A chuva não será intensa em todas as cidades ao mesmo tempo, mas os maiores acumulados devem se concentrar em áreas específicas.

Com isso, aumenta o risco de alagamentos, transbordamento de rios e arroios, além de temporais com raios, rajadas de vento e episódios de granizo. A preocupação é ainda maior porque parte do Paraná e de Santa Catarina encerrou o outono com precipitação acima da média, deixando o solo mais encharcado e reduzindo sua capacidade de absorver mais água.

Entre as áreas que exigem maior atenção estão:

  • Bacia dos rios Taquari-Antas, no Rio Grande do Sul, onde os acumulados podem superar 150 milímetros.
  • Bacia do Rio Iguaçu, no Paraná, especialmente nas regiões de Palmas, Francisco Beltrão e União da Vitória.
  • Grande parte do interior de Santa Catarina, incluindo Chapecó, Xanxerê, Campos Novos, Lages e São Miguel do Oeste.
  • Regiões do oeste, centro e norte da Região Sul que também devem receber acumulados elevados.

Em algumas dessas localidades, o volume previsto para poucos dias pode ser semelhante ao esperado para todo o mês de julho.

Entenda o que está provocando tanta chuva

O fortalecimento do El Niño é um dos fatores por trás desse cenário. A passagem de duas frentes frias e a circulação de ventos em diferentes níveis da atmosfera completam as condições que favorecem a formação de nuvens carregadas sobre o Sul do país.

A região já sente os efeitos da primeira frente fria, formada após um ciclone extratropical entre o Sul do Brasil e o Paraguai.

Mesmo com o afastamento desse sistema para o oceano, a instabilidade persiste. Nos próximos dias, novas áreas de chuva voltam a se formar entre o sul do Paraguai, o oeste de Santa Catarina e o oeste do Paraná. Depois disso, uma segunda frente fria avança pela região e mantém as condições favoráveis para novos episódios de chuva.

Previsão aponta risco de transtornos

O excesso de chuva também favorece tempestades em diferentes momentos, principalmente em Santa Catarina e no Paraná. No Rio Grande do Sul, os episódios de granizo tendem a ocorrer de forma mais isolada, mas continuam sendo monitorados pelos meteorologistas.

Nem todas as cidades devem enfrentar chuva intensa durante todo o período. Ainda assim, a previsão pode mudar de um dia para outro, o que torna importante acompanhar as atualizações meteorológicas.

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