EXAGERO
Alguns observadores do mercado financeiro acreditam que o tombo recente dos ativos brasileiros em resposta a preocupações de descontrole fiscal sob Lula pode ter sido exagerado, já que o maior risco para o Brasil seria uma transição de poder conturbada ou golpes contra a democracia—cenário que não se consolidou, apesar de protestos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL).

“O Brasil teve eleições há duas semanas e a transferência de poder é pacífica. O mais raro dos presentes, um grande mercado emergente com uma democracia funcional. O que os mercados fazem? Punem o Brasil, vendendo o real e precificando mais altas de juros”, escreveu no fim de semana o economista-chefe do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), Robin Brooks.
“Fomos inundados com pedidos para enfraquecermos nosso valor justo de longa data de 4,50 por dólar”, disse Brooks ao falar sobre o patamar de câmbio considerado condizente com os fundamentos do país.
“Não faremos nada disso. O resultado nesta eleição não é importante. Em vez disso, tratava-se de saber se o Brasil poderia evitar um momento ao estilo 6 de janeiro nos EUA”, afirmou o economista, referindo-se à invasão do Capitólio norte-americano em 2021. “(O Brasil) conseguiu. O real vai se recuperar para 4,50 por dólar.”
Fonte: Reuters