A atriz também falou da importância de ter esse tipo de situação retratada na dramaturgia.
«Éviolência, sim. É absurdo, sim. É difícil de assistir, sim». Foi assim que a atriz Deborah Secco, 38, definiu a cena de sexo entre sua personagem, Karola, e Remy, vivido por Vladimir Brichta, no capítulo desta quinta-feira (2) da novela «Segundo Sol» (Globo).
Apesar de serem amantes desde o início da trama, Karola passou a ser chantageada por Remy, que agora sabe a verdade sobre Valentim (Danilo Mesquita), roubado de Luzia (Giovanna Antonelli) logo depois do parto. O striptease e o sexo foram exigência do malandro, sob a ameaça de que revelaria tudo.
«Pra quem não viu, a cena foi a vilã sendo sexualmente violentada pelo amante. Pode até ter existido quem se divertiu com a dor dela, ter achado que ela merecia, mas a maioria me perguntou se eu tinha enxergado a violência da cena. Claro que enxerguei. Claro que sentimos isso na hora de gravar», disse Secco em sua conta no Instagram.
A atriz também falou da importância de ter esse tipo de situação retratada na dramaturgia e questionou: «O que seria da arte se não fosse a provocação? Se não nos fizesse chorar, rir, nos indignar… ?». «Que bom ver o papel provocador da arte se implementar em forma de indignação. Essa é a nossa função na sociedade».
A mensagem da atriz foi seguida por uma série de comentários de elogio e indignação com a situação da personagem: «Eu fui uma das que fiquei angustiada. É violência, sim. A partir do momento que uma mulher não quer e não dá consentimento», disse uma; «Que cena! O impacto, a angústia. Parabéns pelo grande talento, sou fã demais», falou outra. Com informações da Folhapress.










