titulo CARROS, MOTOS, MOTOCAS E OUTROS BICHOS NA FRONTEIRA...

          

Novamente a polêmica sobre veículos que circulam pelas ruas de Ponta Porã. Por mais que nossos filósofos e pensantes fronteiriços meditem, que religiosos orem, supersticiosos façam figa, queimem velas, a solução desse problema está longe da nossa fronteira. Tem político da nossa região vendendo idéias de que são diretamente capazes de resolver a situação, mostram seus “projetos”, dizem que vamos ter um entendimento diferente da situação porque aqui é uma região “atípica”. Reuniões com autoridades paraguaias parecem ser a solução, discutir o assunto é a salvação, mas nada além de meras palavras, papéis assinados em vão, despesas públicas. Cidadãos manipulados por interesses financeiros, político-eleitoreiros se movimentam inutilmente, manifestam sua indignação e se perdem em meio às promessas de solução, e quem está prometendo sabe que não vai cumprir, só engana a população.

A chamada “problemática” dos veículos estrangeiros é uma questão legal, é Lei meus caros cidadãos fronteiriços. Quando a Polícia Militar faz uma abordagem, a qualquer veículo, seja nacional ou estrangeiro, leva em conta a regulamentação de trânsito vigente no Brasil, quem aqui circula deve conhecer e respeitar o Código de Trânsito Brasileiro. Não vejo a Polícia fazer a apreensão de veículos que estão regulares. A Lei diz que não pode circular em vias públicas veículos sem placas, que para conduzir qualquer veículo automotor é preciso ser maior de idade, obrigatório ser habilitado, ter a documentação necessária do veículo e pessoal. A Lei diz que todos têm direito de ir, vir e permanecer desde que não esteja indo contra as regras gerais que regem a nação, ou seja, A LEI. Quem promete solução por aqui está ludibriando nosso povo, Ponta Porã é fronteira seca e próxima com o Paraguai, mas é BRASIL, pertence ao BRASIL, as Leis que predominam aqui são Leis BRASILEIRAS.

Autoridades paraguaias podem resolver problemas de emplacamento dos veículos no Paraguai, mas não poderão obrigar as pessoas ter CNH, nem aos pais retirarem dos filhos menores de idade as motocicletas. Por aqui (região de fronteira) os pais acham bonito dar uma “motinha” ao filho como presente de aniversário, mesmo ciente de que antes de 18 anos não deveria fazer isso. Por aqui os pais sentem orgulho quando o filho corre da polícia para não ter sua moto apreendida. É questão de (má) educação mesmo, a cultura de que tudo pode por ser região de fronteira. Como as autoridades paraguaias vão resolver a situação dos irresponsáveis que usam suas motos ou veículos para cometer crimes de trânsito no Brasil (empinarem, fazer manobras perigosas, menores de idade etc...). Quanto às falsas esperanças que nossos político estão dando à população, é muito simples (ou não). Para que as mudanças ocorram sistematicamente depende de mudanças nas Leis do país, Constituição, Código de Trânsito dentre outras, que são LEIS FEDERAIS, não se muda por aqui, com reuniões e atas assinadas. O que se pode começar a mudar por aqui é cultura do nosso povo fronteiriço, a educação no seio da família fronteiriça, isso sim pode ser feito.



                                                                                                                                                  Wilson P. ferreira

Enviado por Redacción en 12 | Agosto noticia vista 22721 veces